<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590</id><updated>2011-04-21T18:07:45.570-03:00</updated><title type='text'>Olha na Janela</title><subtitle type='html'>A cada semana, um novo olhar sobre o mundo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-1073732791167500155</id><published>2009-03-20T18:52:00.001-03:00</published><updated>2009-03-20T18:55:06.149-03:00</updated><title type='text'>Fixação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/ScQQmhhzbvI/AAAAAAAAAC0/DJa8aygFsBY/s1600-h/janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315391714225254130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/ScQQmhhzbvI/AAAAAAAAAC0/DJa8aygFsBY/s320/janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes com seu nutricionista, Gregor Samsa deu por si na cama sob vontade incontrolável de comer folhas crocantes de alface. Era uma segunda-feira de março, desses anos em que o primeiro feriado prolongado cai na última semana de dezembro. Pela sétima vez, escolheu a opção soneca, no alarme do celular. Voltou a dormir. Sonhou que se preparava para ir ao escritório. Banho, café-da-manhã, nó na gravata, estação de metrô. Barulho do alarme. O fato é que continuava de pijamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal. O problema foi a noite anterior. Futebol no clube às seis, sauna às oito e sexo acrobático às dez. “A esposa, vinte anos mais jovem, precisaria entender”, refletiu Gregor. Ele já era um senhor (tudo bem, não era, mas se considerava), não tinha a mesma força de antes. Seria necessário distribuir melhor as atividades ao longo do mês, a fim de evitar o cansaço. O alarme ainda tocou mais uma vez, arrancando-lhe as tripas pelos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a cabeça enterrada no travesseiro, tateou a mesa de cabeceira em completa desordem, na busca pelo celular. Derrubou estrondosamente a pequena luminária branca. O tempero. Alface ao molho ceaser, de mostarda e mel, ao alho e óleo, com tomates ou palmito, azeitonas, queijo parmesão ralado. O cardápio variado girava em sua cabeça, com as opções descritas em tcheco, sem tradução simultânea. “Que me aconteceu?”, pensou. E resmungou depois a um garçom imaginário: “Alface crocante, límpido e puro”. Foi terminar a frase que a gravata borboleta do funcionário saiu voando e se transformou em uma lagarta marrom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou o celular, pressionou o botão soneca. Não, não era o celular. Era o controle remoto da TV. Continuou a tatear a mesa de seu quarto vulgar. Encontrou o celular, pressionou o botão soneca. Não, não era o celular. Era o controle remoto do ar-condicionado. Sem querer, reduziu a temperatura do aparelho a níveis siberianos. Tentou, pelo menos, cem vezes, fechando os olhos, para evitar ver as pernas a debaterem-se sob os lençóis finos, congeladas. Só desistiu quando começou a sentir no braço uma ligeira dor entorpecida. Dormira em cima do braço direito. Eram câimbras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperou intermináveis cinco minutos até que recuperasse o braço. O despertador parou de tocar, automaticamente. Pensou, “que trabalho tão cansativo escolhi. Viajar, dia sim, dia não. Preocupado com as ligações dos trens, com a cama e com as refeições irregulares. Diabos levem tudo isto!” Sentiu um leve roncar na barriga. Era a necessidade de alface crocante. Estava cada vez mais insuportável. Pães recheados com doce, bolo de chocolate, pêssegos em calda, sorvete de morango, nada seria capaz de satisfazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a dormir. Sonhou que Freud era o inventor do pênis e estava com inveja da folha crocante de alface que possuía no prato, servido por um garçom sem gravata. Sonhou com candidatos a rei Momo queimando alfaces em praça pública. Sonhou com Berlim dividida. A parte oriental, que partilhava folhas gigantes de alface, sem deixar que seus habitantes conhecessem tomates. A parte ocidental, que atirava tomates sobre o antigo muro, na direção do lado oriental. Sonhou com uma folha de alface retirante, que deixou o pomar onde vivia para tentar a vida no hortifruti. Sonhou com o governo do Irã comunicando oficialmente que alfaces crocantes jamais existiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Venezuela, o presidente estatizou todas as folhas crocantes de alface. Nos ônibus de Nova York, as folhas de alface negras puderam sentar no mesmo banco de ônibus que as folhas de alface brancas. Sobrou até mesmo para os brócolis, que acabaram confundidos com alfaces do movimento black power, graças ao arrepio no penteado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alarme uma vez mais rompeu o silêncio do quarto e quase o derrubou da cama. Folha crocante de alface, folha crocante de alface, folha crocante de alface, eram quatro palavras a martelar sua cabeça, ao ritmo agudo de um barulho telefônico do despertador do celular. Precisava de alface, nem que apenas uma folha crocante. Sentia-se um refugiado da Eritréia em busca de comida. Um psicopata fixado em alface. Não era. Era vontade incontrolável de ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei sempre o que esperou que lhe oferecessem alface ao pé de uma horta sem verduras? Foi a pergunta que fez a seu analista, dias depois. Antes, naquele momento em seu próprio quarto, apesar da leve dor de cabeça, Gregor sentia-se bastante bem, à parte uma sonolência que era perfeitamente supérflua depois de um tão longo sono, e sentia-se mesmo esfomeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto do post anterior é de um edifício na Lapa, no Rio de Janeiro. Está localizado na rua Mem de Sá, próximo aos famosos Arcos e à sala Cecília Meireles, palco de apresentações de música. A foto foi tirada em outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-1073732791167500155?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/1073732791167500155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=1073732791167500155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/1073732791167500155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/1073732791167500155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2009/03/fixacao.html' title='Fixação'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/ScQQmhhzbvI/AAAAAAAAAC0/DJa8aygFsBY/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-8843298910719316289</id><published>2009-03-12T01:10:00.005-03:00</published><updated>2009-03-12T01:18:53.865-03:00</updated><title type='text'>Uma homenagem – parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SbiL9y5rlpI/AAAAAAAAACs/kc2CoVwrI1c/s1600-h/janela11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312149654235485842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SbiL9y5rlpI/AAAAAAAAACs/kc2CoVwrI1c/s320/janela11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(continuação do post anterior)&lt;br /&gt;Uma homenagem a todos aqueles que em certo momento o homem encontrou pelas ruas ou estradas, e, perdido, perguntou pelas direções. Gente de uma era sem GPS. Ou, ainda, membros anônimos da rede internacional solidária de dados, disposta a informar a estranhos o caminho a seguir, em busca do destino desejado. Encosta o automóvel e baixa o vidro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por favor, onde fica a rua Anatólio Maracoálias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tem certeza de que é rua? Não Avenida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É rua mesmo, me disseram que é rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tem referência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Perto do hospital São Roque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, uma rua escondidinha. Segue toda a vida, depois dobra a terceira à direita, quando vir uma placa da Saul Móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem dizia obrigado e, então, dava uma sequencia de três buzinadas. Sempre quis agradecer mais formalmente a essas pessoas, embora o que faltasse mesmo era oportunidade. Não faltava mais. Alguns trouxeram presentes. Bússolas, guias quatro-rodas, aparelhos de GPS, caixas de bombom, cera para lustrar a lataria do carro, caixas de sapato. Não era nada combinado, porém, a maioria dos itens se tratava de algo ligado a caminho ou meio de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anfitrião reconheceu todos os que compareceram. Quem ele não reconheceu, fingiu bem ter visto aquela fisionomia em qualquer canto da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali o jornaleiro que indicou certa vez onde ficava a Avenida Rio Branco, quando o dono da casa ainda não se virava bem no centro da cidade. A funcionária da companhia aérea que lhe deu as coordenadas para o portão do voo Rio de Janeiro-Recife. Ele estava atrasado, quase despacha as malas sem alcançar a área de embarque a tempo. O taxista portenho que recomendou um bom e barato restaurante de Buenos Aires. Naquela tarde, comemorara um gol do River Plate em plena visita ao estádio do Boca Juniors. Por pouco fica sem dentes para o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esposa estava contente com a alegria do marido. Por cada roda de conversa que passava, todos diziam “Um homem de qualidades. Se há uma a destacar, é a gratidão”. A mulher agradecia, querendo demonstrar ser tão grata quanto. Provar que o modelo vinha de família. Oferecia mais um bolo, mais um salgado, mais uma caloria. Um refrigerante diet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banheiro masculino você precisa descer três lances, fica ao lado do filtro de água. A sala do capitão é a segunda à direita. Anda mais três blocos e você chega ao shopping. O escritório é perto da padaria. Olha, daqui até lá deve dar uns quinze minutinhos. Os convidados relembravam o modo como conheceram o homem. Você vai ter que entrar na próxima à direita. Anda mais cinco quadras e vai ver um prédio verde. Faz a volta porque a rua não dá mão, entra na segunda à esquerda. É quase em frente ao canal. Eram histórias e mais histórias da cartografia amadora na ponta da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da casa se divertia. Combinou de enviar o currículo para um advogado que lhe informara onde pegava a senha de atendimento, na fila do banco. Prometeu adicionar um militar aposentado no Orkut e doar duzentos reais para a obra de caridade de um pastor. O último a chegar à festa, um farmacêutico. Foi também o que disse a última frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E aí, afinal, encontrou o cabaré no mês passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esposa do anfitrião estava próxima. A pergunta alcançou os ouvidos dela como um tiro à queima-roupa. Ouviu-se um grito agudo e alto. O casal correu para o quarto com a mulher aos berros. Ela ignorou os apelos do marido, aprontou as malas, perguntou a alguém por onde pegava um caminho sem volta e jurou que não retornava mais ao lar. O homem tentou demovê-la da ideia até o fim, tentando se explicar. Alguns convidados procuraram ajudá-lo. O papel com o discurso caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu ingrato! Ingrato! – a esposa retrucou, antes de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era tudo para o marido. Ele, estatelado no chão, a chorar, estava perdido na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memorial Vivo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o povo brasileiro não tem memória. Se não tem mesmo, agora a internet vai dar uma ajuda ainda maior para quem deseja lembrar as pessoas que já se foram. No site Memorial Vivo, o internauta pode criar o perfil de gente que deixou saudades, adicionando fotos, filmes, trilhas sonoras e comentários. Há espaço também para ídolos do esporte, da música, da política, entre outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Memorial Vivo é o lugar certo para reunir grandes recordações; histórias de pessoas especiais que, apesar de distantes agora, preencheram a vida de muitos com seu jeito especial de ser. A página fala de vida, sucesso, vitórias, caminhos e felicidade”, destaca a assessoria de imprensa do site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um passatempo virtual, o aumento do número de perfis cadastrados pode transformar o Memorial Vivo em um grande acervo de informações a respeito de figuras ilustres e anônimas que não estão mais entre nós. O endereço é &lt;a href="http://www.memorialvivo.com.br/"&gt;http://www.memorialvivo.com.br/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto do post anterior foi tirada pela leitora Débora Grinspun, em uma ilha nas proximidades da Ilha do Cardoso, litoral sul de São Paulo. A janela compõe resquícios de uma casa, cuja maior parte da estrutura, em dezembro de 2007, já estava tomada pelo mar. Hoje, é quase certo que a janela do post anterior seja apenas uma fotografia na parede cibernética deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-8843298910719316289?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/8843298910719316289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=8843298910719316289' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8843298910719316289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8843298910719316289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2009/03/uma-homenagem-parte-2.html' title='Uma homenagem – parte 2'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SbiL9y5rlpI/AAAAAAAAACs/kc2CoVwrI1c/s72-c/janela11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-845212067291931245</id><published>2009-03-03T23:23:00.015-03:00</published><updated>2009-03-04T00:42:36.189-03:00</updated><title type='text'>Uma homenagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/Sa3rCV6xRcI/AAAAAAAAACk/EQuOhdn5Nzk/s1600-h/janela10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309157961215591874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/Sa3rCV6xRcI/AAAAAAAAACk/EQuOhdn5Nzk/s320/janela10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um homem de muitas qualidades. E, se havia uma a destacar, era a gratidão. A ideia da festa não era de hoje. Vinha planejando há tempos. Planejando não. Tinha vontade de fazer uma homenagem, mas jamais havia elaborado rascunho do que seria a celebração. Achou que aos 50 anos de idade era o momento. A adolescência já havia se despedido há bom tempo, mas ainda possuía músculos para aproveitar a vida, reflexos rápidos e barriga com circunferência que não atrapalhava o futebol do condomínio. Vá lá. Ainda que para ser, no máximo, zagueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou com a esposa. Churrasco ou lanche da tarde? Café-da-manhã caprichado ou jantar à luz de velas? Seria churrasco. Organizou a festa no papel, em dois dias. Na semana seguinte, foi ao supermercado. Comprou pratos de plástico, copos descartáveis, toalha de mesa colorida, carvão, enfeites de salão, balões de gás, plantas decorativas. Todo mundo gosta de churrasco. Agradar convidados de lugares tão diferentes exige escolhas das mais populares e democráticas. Nada de muito específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convivas teriam paciência para discurso? Não era homem das palavras, tinha vergonha de falar em público. Quando pequeno ganhou o apelido de Maçã do Amor, depois que a professora da escola mandou apresentar um trabalho na frente da turma. Bochechas coradas. Mas se não fizesse discurso ficaria feio. Era uma festa de agradecimento. Mais do que anfitrião, o homem precisaria abrir o coração aos presentes. As pessoas gostam de ouvir palavras doces, ter o coração massageado. Não poderia homenagear sem nada dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez recorreu à esposa. Ela escreveu cinco linhas, com alguma frieza nas expressões escolhidas. Não alcançou o ponto que ele gostaria. Era um casal diferente do que se pode imaginar, com relação às características sentimentais de homem e mulher. Ela mais rude, temperamental. Ele coração de manteiga. Não gostou do que a esposa escreveu. Ela tentou mais uma vez, com texto mais longo. Não deu certo. Tentou de novo. Na sétima vez, a mulher se irritou. Rasgou as folhas de caderno nas quais escrevia, saiu do quarto e bateu a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu com um palavrão baixinho, como se estivesse torcendo para a esposa não ouvir. Os olhos lacrimejaram. Era a emoção brotando, o que faltava para a inspiração transbordar-lhe pelos braços, inundar a escrivaninha. O discurso estava pronto. Foi até a cozinha, anunciou a vitória à cônjuge e fizeram as pazes, seladas com um rápido beijo na boca. O barulho do beijo lembrou o ruído provocado pelo ato de rasgar uma folha de papel. Ele até percebeu isso, só não falou nada porque a conciliação já estava selada. Era de evitar rancores. O que não evitava era a lembrança dos bons gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem de muitas qualidades. Houve época em que brigava muito com a esposa. Hoje nunca. Ou melhor, quase nunca. Ela não pediu o divórcio justamente porque sabia das qualidades do marido. Entre todas, destacava-se a gratidão. Como enviar os convites aos homenageados da festa? Durante todo o tempo, o homem já havia pensado em tudo. Ao longo dos anos, ele separou uma agenda com os contatos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas eram pobres, não tinham e-mail. Outras muito pobres, mal tinham CEP. Algumas eram ricas, poderiam estar de férias na casa de praia. Outras eram muito ricas, talvez estivessem passeando de iate. No entanto, por incrível que pareça, o anfitrião conseguiu contatar todo mundo. Eram mais de quatrocentos convidados. O espaço em casa era pequeno. Ele afastou o sofá, reordenou o posicionamento das poltronas, encostou a mesa de jantar na parede e derrubou a cerca que separava o seu jardim da propriedade do vizinho, após pedir permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou sem dormir algumas noites enquanto pensava nas atrações da festa. Contratou o primo, que tocava cavaquinho em grupo de pagode. Também chamou sanfoneiro, para quem preferisse forró. Um conjunto de harpa e violino atenderia a ouvidos mais sofisticados, ao mesmo tempo em que um sósia de Roberto Carlos cantaria sucessos da Jovem Guarda. Em uma das madrugadas que pegou no sono, despertou com a campainha. Era o dia da celebração. &lt;strong&gt;(continua na próxima semana)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taty Stahl é paulista, artista plástica, trabalha com cerâmica, fotografia e, até o momento, a leitora que mais contribuiu com fotos para o Olha na Janela. A imagem do post anterior foi registrada por ela no bairro de Neve Tzedek, em Tel Aviv, Israel. A região foi revitalizada a partir dos anos 1980, recuperando antigo prestígio. A arquitetura local é um dos destaques, aliada a restaurantes, galerias de arte e lojas de design. A autora do clique explica a “tara” pelo tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É possível analisar diversas coisas pela janela, assim como pelos varais. Dá para saber muito sobre os donos. Você pode ver o mundo do outro, ou o seu próprio. Depende do lado de onde olha. Em geral, minhas fotos mostram o mundo dos outros. Não sou tão autobiográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sobrenome de tradição na fotografia não tem a ver com Augusto Stahl, fotógrafo alemão que desembarcou no Brasil no século XIX:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Perdi a oportunidade de ter alguém famoso na família, brinca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-845212067291931245?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/845212067291931245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=845212067291931245' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/845212067291931245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/845212067291931245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2009/03/uma-homenagem.html' title='Uma homenagem'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/Sa3rCV6xRcI/AAAAAAAAACk/EQuOhdn5Nzk/s72-c/janela10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-6460444230923369574</id><published>2009-01-14T23:10:00.004-02:00</published><updated>2009-01-14T23:34:46.398-02:00</updated><title type='text'>Preguiça de língua</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SW6OpfGxR6I/AAAAAAAAAB8/3BuQWTZ8OZg/s1600-h/janela9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291323455582586786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SW6OpfGxR6I/AAAAAAAAAB8/3BuQWTZ8OZg/s320/janela9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já passava de certa idade o professor quando foi acometido por um mal que a escola inteira começou a chamar preguiça de língua. Não era falta de conhecimento. A diretora se retratava aos pais dos estudantes, que vez ou outra estranhavam. Frequentou cursos até no estrangeiro, quando adolescente, mas agora anda a falar como se quisesse economizar português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou pelo plural. No outro dia, um aluno jura que o ouviu conversando com o dono de uma barraca, na feira da esquina. Bom dia, Ernestino. Me dá dois mamão dos grande. Faz dois por três real? Era caso sério, o do professor. Preguiça de língua. Sempre uma forma de evitar letra ou enxotar palavra. Olha que era pós-doutor. Seriam desavenças com o alfabeto? Pura desfeita com o dicionário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu a reduzir nomes próprios a coisa. Estive falando ontem com o Seu Coisa. Quem?&lt;br /&gt;O Seu Coisa. Irmão de fulano, o Coisa. Se o interlocutor do professor não fingisse ter entendido quem era o Seu Coisa, o mestre era capaz até de responder com ofensa. O Seu Coisa precisa aprender uma lição. Ele agora se acha o tal. Se acha o quê? O tal, repetia com paciência didática. O tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra mania era substituir todos os números por letras. Não havia ocasião em que o professor especificasse quantidade sem usar as letras x, y ou z. Escolhia qualquer consoante ou vogal, aleatoriamente. Querido, já te expliquei n vezes, por a mais b, que você não deve interromper a minha explicação no meio. Guarde suas y dúvidas, espere eu terminar o raciocínio e então levante a mão para perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre não se dava conta de que estava com preguiça de língua, talvez porque sua fluência em diversas línguas deixasse o ouvido surdo para as próprias palavras. Pois bem, era dotado de prática no manejo de sete idiomas. Além, claro, do mais fantástico. Sabia falar português ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avô lhe dera aulas de português ao contrário. O segredo para desenrolar a pronúncia perfeita é conversar virando cambalhotas, e segurar o ímpeto de abertura das narinas caso vislumbre o menor sinal de vontade de espirrar. Dessa forma, o português flui ao contrário, letra por letra, deslizando garganta afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todo dia, os alunos pediam uma demonstração de prática da fala do português ao contrário. E lá ia o professor pedindo ajuda para afastar as cadeiras da sala e virar cambalhotas. E lá ia pegando uma pena que trazia sempre no bolso, para despertar o espirro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seu Coisa” virava “Asioc Ues”. “Escola” virava “Alocse”. Ninguém entendia nada, contudo, era divertido. A cada frase falada rapidamente, os estudantes retribuíam a hábil tarefa com salvas de palmas. O homem girava no chão, abanava o queixo com a pena e segurava o nariz com o objetivo de prender o impulso do espirro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, o professor não suportou a força do espirro e, em pleno ato de cambalhotar, pronunciou cinco palavrões impublicáveis, com as letras na ordem certa, que ecoaram na sala da diretora. Por pouco não acabou demitido. Parou de realizar as performances. A fisionomia dos alunos se tornou mais triste depois da decisão docente, mas as aulas continuaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O francês aprendi nas cartas de vinho. O italiano nos cardápios dos restaurantes de massa. O russo nos rótulos das garrafas de vodka. O inglês nos discos dos Beatles. O espanhol nos discursos de Castro. O grego nos diálogos de Platão. Pela fonte de cada lição, dava para conhecer os gostos e as linhas de estudo do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão inteligente e culto, porém, agora, com preguiça de língua. Qualquer dia desses abrevia a linguagem toda, invalida por completo o sistema gramatical. Um desobediente? Um revolucionário? Um irresponsável? Um aventureiro? Ou um preguiçoso da fala correta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube do problema, o inspetor da escola levou um susto. Mesmo porque o professor passou a falar poblema, pobrema, probrema, ploblema, plobrema, pmoblera, prlmoabe, tudo, menos problema. Esse foi um estágio mais avançado do mal que acometeu o mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, ele não conseguiu falar mais palavra alguma, pois embaralhava letras como se fosse distribuí-las na sequência, em um jogo de buraco. Mas nunca distribuía. Travava os fonemas nos dentes, prendia nas mãos trincas e canastras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico falou em abstinência pela falta de prática do português ao contrário. Outro cogitou overdose de informação jornalística, que teria mexido com alguma área do cérebro. Eu mantenho a minha opinião. Preguiça de língua.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Post Anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto do post anterior é de uma casa na rua Senador Dantas, uma das vias que ligam o Largo da Carioca à Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-6460444230923369574?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/6460444230923369574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=6460444230923369574' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6460444230923369574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6460444230923369574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2009/01/preguia-de-lngua.html' title='Preguiça de língua'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SW6OpfGxR6I/AAAAAAAAAB8/3BuQWTZ8OZg/s72-c/janela9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-6535802907221973161</id><published>2009-01-03T19:32:00.002-02:00</published><updated>2009-01-03T19:46:26.659-02:00</updated><title type='text'>Os dois homens</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SV_cnWcK3yI/AAAAAAAAAB0/7O3uNVCQ41Q/s1600-h/janela8.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287187056152993570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SV_cnWcK3yI/AAAAAAAAAB0/7O3uNVCQ41Q/s320/janela8.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As costas da mulher amparadas no balcão do bar, os cotovelos para trás, fixos na superfície do balcão, e o copo de bebida alcoólica por perto. Cigarro entre os dedos. Só fuma quando bebe. Suas risadas morenas se misturam à meia luz do lugar, ao colorido dos quadros com propaganda de marcas de bebida, à imagem da TV de plasma ao fundo, aos detalhes dourados da decoração e da cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar é Ipanema. Meia luz. Cheiro ora de vodka e limão, com baforadas de tabaco; ora de frutas vermelhas, com raspas de hortelã. O maior desejo dela é conversar com dois homens ao mesmo tempo. Cobrir-se no calor das palavras de dois. Do dobro. Transbordar o que é suficiente. Enrolar-se no ímpeto daqueles estranhos que a procuram para compartilhar uma noite, antes de devolvê-la a seus próprios sonhos. Sonhos que, no fundo, são para uma vida toda, e não apenas para uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava das cinco da manhã. O grupo das amigas tinha ido embora. Ficara ela e os dois desconhecidos. Os homens conquistam sua atenção, sem se reduzirem diante do que é a sua musa incondicional daqueles últimos trinta minutos. Não se curvam, não fazem súplicas, não se ajoelham, não juram amor para sempre. Mas seduzem. Ela sente que, se não demonstrar interesse, pode ser abandonada no balcão. Pode ter a beleza e os instintos renegados. Não gostaria de ser renegada. Nem por um acaso. Nem por uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois homens estão hipnotizados pela mulher. Também não querem ser desprezados, embora saibam que um deles deverá abdicar da conquista em favor do outro. Abordaram-na ao mesmo momento. Porém, evitam atacar-se, com a nobreza de dois lutadores de esgrima, que trincam espadas, mas preservam a honra do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras de um deles se enroscam na orelha dela, que retoca a maquiagem no reflexo do cinzeiro de metal. As idéias do outro umedecem seu pescoço e os ombros, que o recorte do vestido deixa à mostra. À mulher tampouco interessa saber por que surgiram. Quer conversar com dois homens ao mesmo tempo. Basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebem. Os copos esvaziam como uma ampulheta. Quanto mais cerveja é consumida, mais próximos estão do tempo que os levará embora dali. Os clientes todos já deixaram o lugar. O DJ desliga a música, a luz ganha mais intensidade. Os três olham ao redor, a luz do sol entra por uma das janelas. Ao fundo do salão, o cozinheiro está sem camisa. Barriga protuberante e peito cabeludo. Troca o uniforme branco pela blusa com a qual voltará para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faxineiro varre a pista de dança vazia, separando latas de refrigerante, que lhe renderão alguns trocados na reciclagem. Um dos homens que conversava com a mulher tem boca de alumínio. Logo se vê que também tem olhos de alumínio, joelhos de alumínio, boca, orelhas, coração, nariz de alumínio. O faxineiro separa a estrutura, guarda as peças dentro de uma enorme caixa de papelão. Certamente ganhará bom dinheiro na hora de reciclar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro homem não é de alumínio. O garçon o levanta com certo esforço e o empilha em posição de sentado, de cabeça para baixo, sobre uma das mesas. Fica junto às cadeiras do bar, também empilhadas de cabeça para baixo. O celular da mulher toca. É o táxi, esperando na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta e Crônica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site Olha na Janela inaugura hoje uma seção com sugestões de blogs para seus leitores, na coluna à direita da página. O primeiro deles é o Carta e Crônica, do jornalista carioca Henry Galsky. Correspondente da rádio CBN na guerra entre Israel e Líbano, em 2006, Galsky publica textos sobre os assuntos mais quentes do cenário internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas são abordados de maneira leve e esclarecedora. Perfeito para quem deseja compreender os fatos com o detalhamento que um jornal diário muitas vezes não proporciona, na maioria dos casos, por falta de espaço. O jornalista escreve com habilidade, oferecendo ao leitor conhecimento e base para debates nas rodas fora do ambiente cibernético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde dezembro, o Carta e Crônica faz parte dos blogs oficiais do jornal O Tempo, de Minas Gerais. A prosperidade chinesa, as relações entre Índia e Paquistão, os conflitos no Oriente Médio, as expectativas com a chegada de Barack Obama ao poder. Confira tudo em &lt;a href="http://cartaecronica.blogspot.com/"&gt;http://cartaecronica.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Post Anterior&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Janelas de um edifício na rua do Passeio, entre a Cinelândia e a Lapa, em frente aos jardins do Passeio Público. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-6535802907221973161?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/6535802907221973161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=6535802907221973161' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6535802907221973161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6535802907221973161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2009/01/os-dois-homens.html' title='Os dois homens'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SV_cnWcK3yI/AAAAAAAAAB0/7O3uNVCQ41Q/s72-c/janela8.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-8065495335357777696</id><published>2008-12-25T20:20:00.003-02:00</published><updated>2008-12-25T20:39:57.323-02:00</updated><title type='text'>Olha para o relógio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SVQLZ2IuHFI/AAAAAAAAABs/2yfla9Wfio0/s1600-h/janela7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283860801469160530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SVQLZ2IuHFI/AAAAAAAAABs/2yfla9Wfio0/s320/janela7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olha para o relógio. Só tem olhos para o relógio. Acabou a hora do almoço, continua o expediente. Olha para o computador. E tem um relógio. Olha para o telefone. E tem um relógio. Olha para o painel do automóvel. E tem um relógio. Olha para a reunião em atraso, o compromisso perdido. E tem um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para o amor dedicado, a amizade construída, o domingo alegre, o encontro em família, a busca do sonho, a paixão conquistada, o caloroso abraço, a viagem de férias, o lanche da tarde, o bolo da avó, o aniversário no play, o porta-retrato, a brisa na praia, o pique-pega, o pique-esconde, a história do tio que nasceu na Polônia. E tem um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem três segundos para tirar a diferença. Você tem cinco minutos para comer um salgado. Você tem quinze minutos para me esperar na portaria do prédio. Você tem quatro horas para fazer a prova. Você tem doze horas para aguardar o avião. Você tem sete dias para tirar férias. Você tem dois dias para preparar sua roupa. Você tem quatro meses para mudar este quadro. Você tem nove meses para esperar a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai correr na contramão do tempo? Quem vai ser contra a mão do tempo? Quem é que dita o tempo? Quem é que escolhe o tempo? Por que se há de fazer tudo dentro desse tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para o relógio. Só tem olhos para o relógio. Acabou o ano, continua a vida. Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um. Olha para futuro. E tem um relógio. Olha para o vizinho. E tem um relógio. Olha para o jornal. E tem um relógio. Olha para o orgasmo. E tem um relógio. Olha para as leis. E tem um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para as empresas, a economia, o mandato presidencial, a crise americana, o homem no espaço, o bolso vazio, a fila do emprego, a fila do ônibus, o centro da cidade, o centro do universo, a operação complicada, a sala de espera, a carreira escolhida, o prazer conquistado, a beleza do corpo, a beleza da alma, a felicidade eterna. E tem um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem três milênios para trazer um messias. Você tem cinco séculos para devastar um continente. Você tem quarenta anos para lançar um satélite. Você tem dez anos para quebrar um recorde. Você tem doze meses para recriar a floresta. Você tem cinco meses para despoluir o lago. Você tem duas semanas para mudar o comportamento. Você tem nove dias para vencer o jogo. Você tem uma hora para gozar como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos vinte, quarenta, setenta, noventa anos? O que teremos feito? Aonde teremos chegado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagens urbanas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre o post Mensagens, publicado no dia 14 de dezembro, o leitor Rodrigo Mansur escolheu a sua frase preferida, justificando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem dúvida, é “Sorria! Você Está Sendo Filmado". Mais do que um eterno lembrete da solução Big Brother contra a violência urbana, esta mensagem apresenta um profundo sentido. O aviso de que estamos sendo filmados pode ser entendido como um reforço coletivo à consciência individual. Se tivéssemos a consciência de que estamos sendo vistos constantemente, com certeza levaríamos uma vida muito mais consciente, muito mais regrada, muito mais simples, muito mais tranquila... muito mais... muito mais... muito mais sem graça! – Rodrigo completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O comando "Sorria!" nos lembra da necessidade diária de enfrentar os obstáculos cotidianos com sentimentos positivos, tal qual o best-seller de auto-ajuda "O Segredo", só que muito mais resumido. Quase um Profeta Gentileza em versão de bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se a imagem de uma pessoa aparece no jornal ou na TV, possivelmente teremos a curiosidade de procurar saber de quem se trata. É famosa? Faz novelas? Descobriu uma fórmula secreta? Cometeu um crime? Salvou uma vida? Ganhou dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a foto do post anterior é de um edifício que nada tem de especial. Não se justificaria não fosse o fato de eu tê-la em minha coleção de imagens. Está aí por ser um prédio (e ter janelas, diga-se), entre tantos. Por eu considerar hora de destacar algo cuja característica mais marcante é, simplesmente, ser anônimo como a maioria. E nem por isso desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São janelas de um prédio da rua Alcindo Guanabara, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Foto de outubro deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boas Festas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Boas Festas a todos!!! Feliz Natal, Feliz Chanuká!!! Muitas alegrias e conquistas no próximo ano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-8065495335357777696?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/8065495335357777696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=8065495335357777696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8065495335357777696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8065495335357777696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/12/olha-para-o-relgio.html' title='Olha para o relógio'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SVQLZ2IuHFI/AAAAAAAAABs/2yfla9Wfio0/s72-c/janela7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-2367444710784478321</id><published>2008-12-20T18:14:00.011-02:00</published><updated>2008-12-20T19:25:18.077-02:00</updated><title type='text'>O telefone</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281971866678192354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SU1VbXr16OI/AAAAAAAAABk/xgpDDmJFxGI/s320/janela6.jpg" border="0" /&gt;– O que é isso sobre a mesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Um telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Serve para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Permite que qualquer pessoa, mesmo a milhares de quilômetros desta sala, interrompa uma&lt;br /&gt;reunião como a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Está fazendo um barulho estridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alguém está chamando. Por favor, deixe-me atender. Dá um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como se atende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Basta tirar o fone do gancho e responder algo do tipo...“Alô”. A outra pessoa vai perceber que você atendeu e começará a falar sobre o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, não pode. Precisamos terminar a reunião, tenho outra marcada em meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Antes eu vou atender. Em seguida nós continuamos. É um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E se o seu interlocutor quiser falar por mais do que um minuto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei lá, mando parar, digo que conversamos depois. Vou atender, um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não vai tocar nesse negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Simplesmente porque eu já estou aqui. Deve dar preferência a mim. Há um sujeito fora desta sala que vai quebrar o meu raciocínio sobre o assunto. E ele sequer marcou horário na sua agenda. Talvez não te conheça ou nem se importe com você. A quantos quilômetros daqui está essa pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não interessa a distância. O importante é a mensagem que podemos receber pelo telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uma mensagem que chega por um aparelho desses não pode ser importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como você sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se fosse tão importante assim, a pessoa teria vindo aqui falar com você. Como eu estou fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso não tem nada a ver. Ela pode estar muito longe, sem conseguir chegar a tempo de dar o recado que deseja, com a devida urgência.&lt;br /&gt;– Você não tem clientes fora da cidade e toda a sua família mora no mesmo bairro. Esse risco é igual a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Está enganado. Posso ter sido, enfim, descoberto pelo mundo. As melhores oportunidades surgem quando menos se imagina. O meu potencial está espalhado por aí, a minha vocação é para a fama. Sou inteligente, bonito, sagaz. A Europa quer exemplos de vida assim. O Japão, a China. É possível que seja uma ligação da Austrália, eu vou atender agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para te ligar da Austrália só se for um canguru. Os australianos estão preocupados com outras questões. Vamos continuar a reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O telefone parou de tocar! O telefone parou de parou de tocar! Eu não acredito! Quem terá ligado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso é para aprender a valorizar as pessoas ao seu lado, cada momento que está vivendo. Sentir a essência humana, as emoções, a alma dos seres vivos que estão próximos. Tornar-se um homem mais compreensivo, senhor da sua realidade e do seu tempo. Você não pode se deixar escravizar por um negócio desses. Onde já se viu? Pessoas que nem estão nesta sala. A filosofia oriental explica que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Está tocando de novo! Eu vou atender, eu vou atender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não vai, não. Tenho uma reunião em meia hora. Vamos voltar logo ao assunto. Hoje o dia está cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não vai me impedir de atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o homem que desejava atender – sim, ele estava incontrolável – tira o telefone sem fio do gancho e sai correndo para a sala ao lado, mas volta rapidamente. Aquele que ficou esperando é o primeiro a retomar a conversa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quem era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Engano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto do leitor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envie a sua foto de janela para &lt;a href="mailto:olhanajanela@gmail.com"&gt;olhanajanela@gmail.com&lt;/a&gt;. Não se esqueça de escrever o nome completo do autor do clique e, se possível, a data de quando a imagem foi registrada (dia/mês/ano ou mês/ano). Caso a foto tenha alguma história, fique à vontade para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ângulo foi observado no fim da tarde de um desses domingos de novembro, pouco antes do encontro de um bloco tradicional de Maracatu e outro de Frevo, em Olinda, Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A tranqüilidade da cena não durou muito. Pouco depois de eu tirar a foto, um dos blocos surgiu, a bagunça se instalou e a calma imagem dessas janelas desapareceu, contou o leitor Celso Nesanelowicz, autor do registro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-2367444710784478321?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/2367444710784478321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=2367444710784478321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/2367444710784478321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/2367444710784478321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/12/o-telefone.html' title='O telefone'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SU1VbXr16OI/AAAAAAAAABk/xgpDDmJFxGI/s72-c/janela6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-67203652147795904</id><published>2008-12-14T01:08:00.002-02:00</published><updated>2008-12-14T01:38:54.472-02:00</updated><title type='text'>Mensagens</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SUR-TaMoFNI/AAAAAAAAABc/kPLUitbphyY/s1600-h/janela5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279483535099958482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SUR-TaMoFNI/AAAAAAAAABc/kPLUitbphyY/s320/janela5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;é uófi céuindo éu coréu - jogos programa cederrum devedê - vai vai - sombrinha é dez - dois por dez madame - dois por dez - dinheiro fácil sem complicação - gentileza gera gentileza - lapa central leopoldina - belas recepcionistas fotos reais - só jesus expulsa o demônio das pessoas - compro ouro - carioca station - em domicílio - cinco merréis - tem troco pra nota de cinqüenta - traz a pessoa amada em três dias - internet cópia - desembarque de segunda a sexta - carro das mulheres - pra agora ou pra viagem - pé e mão - quilo mais barato depois das catorze horas - cinqüenta ta difícil - polícia põe bandido no saco - onde é a presidente vargas - vai graxa - comida natural - respeito é bom e elas merecem - fla x flu com final eletrizante - chumbinho mata rato - via aterro - compra um salgado pra mim - avenida rio branco diplomata brasileiro que garantiu nossas fronteiras - doces caseiros - sessenta anos de tradição - estacionamento - trigésimo andar - estamos em greve - olha o rapa - limpa tudo - aceitamos tíquetes - escrevo seu nome no arroz - só trocamos com defeito - baile da terceira idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uófi céuindo vai vai - jogos dois reais - éu coréu - baile da terceira idade é dez - dois por arroz - fotos por tradição - gentileza sem complicação - gentileza gera dinheiro fácil - lapa vai graxa leopoldina - belas recepcionistas pra viagem - quilo mais barato - compro carro das mulheres - trigésimo aterro - dez a sexta - cinco merréis caseiros - tem troco pra nota de presidente - traz a pessoa amada em domicílio - pessoas - desembarque em três dias - respeito cópia - pra agora ou expulsa cederrum devedê das internet - saco e mão - só jesus depois das catorze horas - programa cinqüenta ta difícil - polícia põe bandido no pé - onde é a greve - comida station - carioca natural - ouro é bom e elas merecem - fla x flu mata rato - sessenta anos de salgado pra mim - via central com final eletrizante - diplomata compra um brasileiro - avenida olha o rapa chumbinho estacionamento que garantiu nossas fronteiras - doces tíquetes - de segunda - no dez - estamos em sombrinha - rio branco - limpa o demônio – aceitamos tudo - escrevo seu nome com defeito - só trocamos andar madame – cinqüenta vargas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de segunda a quilo - carro das amada - pra agora ou pra pessoa - pé e nota de cinqüenta - mais barato gentileza ta difícil - mão depois das rio branco horas - polícia põe diplomata no respeito - onde é bandido a presidente vargas - vai céuindo éu coréu graxa - comida é bom - caseiros e elas merecem - sexta com final eletrizante - chumbinho mata arroz - via rato - compra um salgado pra avenida catorze - brasileiro expulsa o natural das cinqüenta pessoas - demônio doces – internet que garantiu nossas fronteiras - estacionamento - trigésimo saco - estamos em desembarque - olha o aterro - rapa tudo - aceitamos tradição - escrevo seu nome no fla x flu - só trocamos com cederrum recepcionistas defeito - baile vai andar - é uófi é dez - jogos da terceira idade devedê - vai tíquetes - sombrinha programa - dez madame sem complicação - dois por leopoldina - dinheiro fácil - greve gera gentileza - central dez - merréis reais dois por - só jesus station - compro domicílio - limpa carioca - mulheres em ouro - cinco cópia - tem troco pra mim - traz a lapa em três viagem dias - sessenta anos de belas fotos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de segunda de cinqüenta - carro a quilo - pra agora ou das amada - diplomata no pé pra pessoa - mais barato mão - depois das polícia rio branco - põe respeito é graxa - onde bom é bandido a presidente sexta - vai ta mata difícil céuindo - comida e nota coréu - caseiros recepcionistas e merecem - gentileza com chumbinho eletrizante - final arroz - aceitamos vargas - escrevo seu horas nome no tradição - só fla x flu com elas cederrum – baile defeito - é vai uófi é dez - jogos andar programa devedê - vai da idade eu merréis - sombrinha sem - dez trocamos madame - dois por salgado - dinheiro pessoas tíquetes expulsa complicação - estamos em rato - compra um saco pra dez catorze – brasileiro fácil terceira o natural demônio - via doces de belas internet – das em ouro cinqüenta leopoldina nossas - gera tudo estacionamento - trigésimo que garantiu - por desembarque - olha o station – rapa aterro domicílio – greve jesus carioca - gentileza central - reais - só troco cópia - compro avenida - limpa dois - mulheres fotos – cinco anos - tem pra mim - traz fronteiras em três viagem dias – sessenta a lapa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto é do Edifício Sede da Caixa Econômica Federal, no Centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagens II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades transmitem uma série de mensagens que, no cotidiano atribulado, nem temos tempo de perceber. Ou, de tanto que percebemos, penetra nos recônditos mais profundos do nosso cérebro, não saindo dali por nada. O sistema de transporte subterrâneo do Rio de Janeiro é uma excelente fonte desse tipo de mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais nova expressão é apresentada, justamente, nas roletas das estações: “Insira cartão na fenda”. Trata-se da orientação sobre onde o passageiro deve depositar o bilhete da passagem, agora um cartão plástico. Morador do Rio ou não, você também deve ter a sua frase urbana preferida. Envie a expressão para &lt;a href="mailto:olhanajanela@gmail.com"&gt;olhanajanela@gmail.com&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-67203652147795904?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/67203652147795904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=67203652147795904' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/67203652147795904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/67203652147795904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/12/mensagens.html' title='Mensagens'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SUR-TaMoFNI/AAAAAAAAABc/kPLUitbphyY/s72-c/janela5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-913891451189356228</id><published>2008-12-03T22:17:00.005-02:00</published><updated>2008-12-03T22:45:15.089-02:00</updated><title type='text'>Janelas e perguntas vão se abrindo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/STcmy7jymnI/AAAAAAAAABU/2PP0YLZysdQ/s1600-h/janela4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275728144910948978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/STcmy7jymnI/AAAAAAAAABU/2PP0YLZysdQ/s320/janela4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns leitores encaminharam questões relacionadas a janelas. O site Olha na Janela não necessariamente aborda o assunto janela em seus posts. No entanto, como as indagações enviadas podem trazer situações comuns a outros leitores, publico as perguntas recebidas, com as respectivas respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Meu pai reclama quando ligo o ar-condicionado do quarto e deixo a janela aberta. Não posso contribuir assim para o resfriamento do planeta? (Otto Gustavo – Rio de Janeiro)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Prezado Otto. A menos que você transforme o seu apartamento na floresta amazônica. Para isso, cultive uma vitória-régia no vaso sanitário, crie passarinhos na sala e espalhe alguns animais silvestres pelo corredor. Permita a passagem também da umidade trazida pelas correntes que sopram da sua cabeça de vento. Pelo teor da pergunta, vejo que a matéria orgânica depositada no banheiro de casa está sendo reaproveitada, tornando-se disponível na mesa do jantar. Você está no caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Minha janela se recusa a enrolar na toalha, quando sai do banho. Isso gera constrangimentos. Como resolvo o problema? (Leandra Roberta – Macapá)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Prezada Leandra. Experimente lhe ceder uma cortina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Tive inúmeros prejuízos com a atual crise financeira. Poderia contar sobre as brigas com minha esposa, mas isso é muito pessoal. Essa parte pula. Poderia contar sobre os impropérios que disse ao meu melhor amigo. Mas, pelos mesmos motivos, essa parte pula. Se eu te contasse o que faria para me livrar de todos esses problemas, você nem acreditaria. Essa parte pula. Já não tenho mais nada além do meu apartamento no 30º andar e minhas janelas. O que você me recomenda? (Ricardo Augusto – São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;- Prezado Ricardo. A julgar por algumas de suas frases, é melhor você manter as janelas trancadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Calço número 37, moro no andar térreo e todo Natal ponho os sapatinhos na janela, mas Papai Noel não deixa presentes. Em contrapartida, meu vizinho sempre aparece de calçados novos no reveillon, muito parecidos com o par que deixei na janela. O que você pode concluir com isso? (Leovegildo Thiago – Recife)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Prezado Leovegildo. Posso concluir que seu vizinho também calça 37.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- O parapeito da janela de casa amanheceu amamentando um cabrito. Minha esposa acha que a janela teve um filho comigo e que estaríamos escondendo a criança. Será necessário fazer exame de DNA para reconhecer paternidade? (Reginaldo Maurício – Cuiabá)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Prezado Reginaldo. Não será. Garanto que, nesse caso, o descuido foi do leiteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Os EUA acabaram de eleger o primeiro presidente negro de sua história. Algum dia o país elegerá um presidente janela? (Jennifer Wellfare – Ohio)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Dear Mrs. Wellfare. A América é uma democracia. Com certeza, as portas da Casa Branca também estão abertas para as janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Meu filho tem cara de janela e sofre preconceito dos coleguinhas na escola. É caso médico? (Romilda Gonçalves – Salvador)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Prezada Romilda. Não, é de marcenaria mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Ouvi dizer que minha mulher estava me traindo com uma janela. Como posso conseguir o flagrante? (João Adolfo – Rio Branco)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;- Prezado João. Tem certeza de que era uma janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olha no Orkut&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você está convidado a participar da comunidade do site Olha na Janela no orkut. Acesse: &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main?cmm=78082817#Community.aspx?cmm=78082817"&gt;http://www.orkut.com.br/Main?cmm=78082817#Community.aspx?cmm=78082817&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A janela publicada no post anterior foi enviada pelo leitor Igor Gak, e está localizada em Cairo, no Egito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-913891451189356228?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/913891451189356228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=913891451189356228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/913891451189356228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/913891451189356228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/12/janelas-e-perguntas-vo-se-abrindo.html' title='Janelas e perguntas vão se abrindo'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/STcmy7jymnI/AAAAAAAAABU/2PP0YLZysdQ/s72-c/janela4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-6093211235576859189</id><published>2008-11-26T19:01:00.008-02:00</published><updated>2008-11-27T11:07:58.314-02:00</updated><title type='text'>Um próton</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SS29irU4TII/AAAAAAAAABM/M5JvP7pUnfE/s1600-h/janela3_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273079142164221058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SS29irU4TII/AAAAAAAAABM/M5JvP7pUnfE/s320/janela3_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eriberto se sentiu um próton. Há pessoas que se sentem faraós do Egito, outras um grande mercador da Pérsia antiga. Algumas não vão tão longe. O filho do meu porteiro quando joga futebol se acha o Ronaldinho Gaúcho. Conheço uma senhora que, ao cantar, pensa ser Edith Piaf. Se errar a letra, desculpa-se em francês, &lt;em&gt;pardon&lt;/em&gt;. E emenda dois pigarros. A filha, sempre de nariz em pé, aposta que é a encarnação de Cleópatra no calçadão de Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eriberto, não. Da última vez que entrou no metrô do Rio, sentiu-se um próton. A esposa descobriu e ralhou: – Que ambição na vida pode ter um próton? A conta de luz está atrasada, cortaram o telefone ontem e você ainda me vem com essa? Eu me sinto uma palhaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esposa palhaça, Eriberto próton. A sogra foi ter com ele uma conversa: – Nessas condições anormais de temperatura e pressão, ou você se sente, no mínimo, um gás nobre, ou separa da minha filha. Eu já não tenho mais estrutura física e emocional para suportar uma situação dessas! Onde já se viu homem pensar tão pequeno!? Não me faça de mosca morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eriberto próton, esposa palhaça, sogra mosca morta. De nada adiantou. Era próton pelo mesmo motivo que azul não é verde e caneta não é lápis. Quando ele chegou outra vez de manhã cedo à estação do Largo da Carioca, foi cuspido do metrô lotado para nunca mais ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob efeitos de um porre de globalização, tomado no dia anterior, sofrera as ações do gigantesco acelerador de partículas construído na fronteira entre Suíça e França. O engenhoso invento, que movimenta prótons em alta velocidade e estabelece as conjunturas de um big bang em menores proporções, levou o rapaz para outra galáxia - só quem já esteve na estação do Largo da Carioca sabe. E Eriberto se perdeu para sempre no universo que ele mesmo criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Janelas francesas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está acontecendo nas janelas de Paris? O leitor João Carlos Aranha enviou um site que permite espiar e descobrir o que ocorre por lá. Acesse em &lt;a href="http://www.hyper-photo.com/grandes/paris.html"&gt;http://www.hyper-photo.com/grandes/paris.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post Anterior&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A foto do post anterior é um registro das janelas do Edifício Avenida Central, tradicional prédio localizado no Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-6093211235576859189?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/6093211235576859189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=6093211235576859189' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6093211235576859189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/6093211235576859189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/11/um-prton.html' title='Um próton'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SS29irU4TII/AAAAAAAAABM/M5JvP7pUnfE/s72-c/janela3_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-8211448865622177070</id><published>2008-11-19T01:45:00.009-02:00</published><updated>2008-11-19T01:50:16.722-02:00</updated><title type='text'>Desconstrução</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SSOMN5BcNCI/AAAAAAAAABE/iGR2PHf7PCM/s1600-h/janela2_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270210159226663970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SSOMN5BcNCI/AAAAAAAAABE/iGR2PHf7PCM/s320/janela2_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As linhas cinzas da modernidade reta viciam o olhar do ser urbano. Não há espaço para a curva ou o desvio do percurso. Constrói o concreto cada vez mais, desconstrói o olhar cada vez menos. Tudo passa a ser uniforme e constante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, a náusea da rotina alcança o cotidiano. Os dias seguem aquecidos, como bate-estaca do operário, bate-estaca do operário, bate-estaca do operário. No ritmo do som suado e ininterrupto do martelo que acerta a cabeça aguda de um prego. No longo ranger da britadeira, que mói áspera o asfalto, as pedras portuguesas, a tolerância dos tímpanos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estão fabricando a cidade. Estão domesticando o homem. O seu olhar será conduzido pelas linhas a algo. Ainda não se sabe o quê. As placas das ruas e os sentidos da vida o conduzirão a algum lugar. Ainda não se sabe aonde. A interatividade off-line ou os sites de relacionamento na internet o levarão a alguém. Ainda não se sabe quem. O seu objetivo será alcançado. Ainda não se sabe quando. Nesse meio tempo, vai surgir uma grande idéia. Qual? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                     ***** &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Foto anterior &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para satisfazer a curiosidade, a foto do post anterior foi tirada no mês passado, na Cinelândia. De fato, não me recordo o número do prédio, mas é bem próximo ao Cine Odeon. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-8211448865622177070?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/8211448865622177070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=8211448865622177070' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8211448865622177070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/8211448865622177070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/11/desconstruo_19.html' title='Desconstrução'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SSOMN5BcNCI/AAAAAAAAABE/iGR2PHf7PCM/s72-c/janela2_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3955665234651035590.post-451963485653386201</id><published>2008-11-13T02:07:00.010-02:00</published><updated>2008-11-13T02:32:54.509-02:00</updated><title type='text'>Olha na janela</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SRuq6PjGhfI/AAAAAAAAAAs/E2W0An15Fbo/s1600-h/janela1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267992106722821618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SRuq6PjGhfI/AAAAAAAAAAs/E2W0An15Fbo/s320/janela1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início do século XX, os vizinhos conversavam uns com os outros das janelas de suas respectivas casas. Era afastar a cortina, levantar o vidro, debruçar-se sobre o parapeito e contar ou ouvir as novidades. Hoje há pessoas que continuam a fazer isso, embora as janelas mais comuns sejam as dos programas de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ligar o equipamento, acessar o software de troca de mensagens, debruçar-se sobre o teclado e pronto. Você conversa com o vizinho, não importa se ele mora no seu prédio ou lá para os lados do Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de criar este blog surgiu após o trabalho final de um curso básico de fotografia realizado no Ateliê da Imagem, cujo tema foi Janelas. A cada semana, será publicada a foto de uma janela (ou um conjunto delas) e um texto correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas janelas, a gente faz mais do que conversar. Conhece o mundo, admira, grita, fica impressionado, testemunha, descobre segredos, observa, leva sustos, esconde, revela, joga a chave, joga a bola, arremessa gaivota de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha na janela e depois venha correndo conferir o nosso blog! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3955665234651035590-451963485653386201?l=olhanajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olhanajanela.blogspot.com/feeds/451963485653386201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3955665234651035590&amp;postID=451963485653386201' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/451963485653386201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3955665234651035590/posts/default/451963485653386201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhanajanela.blogspot.com/2008/11/olha-na-janela.html' title='Olha na janela'/><author><name>Eduardo Shor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07213460316386579516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E25BAmyKR08/SRuq6PjGhfI/AAAAAAAAAAs/E2W0An15Fbo/s72-c/janela1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
